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O ano de 2020 foi marcado pela redefinição das formas de estarmos presente - em espaços públicos e privados. Precisamos, naquele momento, ressignificar o nosso modos de vida e as formas de se relacionar com presença e na ausência de pessoas queridas. A pandemia do Covid-19 nos colocou em distanciamento social estendido, vivendo dias e noites isolados no espaço íntimo da casa. O isolamento nos trouxe muitos desafios para a vida de cada uma de nós, assim também, muitas lutas e lutos, gerou e gestou outros reconhecimentos de si e da pessoa que convivemos dia a dia e nos impõe outras formas de se comunicar com a família, com os amigues, com os parentes e nos impôs emergencialmente uma outra reconfiguração do estar junto. 

 

Neste contexto, surge o Ateliê “Correspondências para um Mundo que Não Acabou”, que é um circuito artístico feito por mulheres em território cearense e que tem como proposta a conexão e correspondências entre as artistas, gerando como produto final uma exposição virtual que mostrará o circuito do trabalho-correspondência. A proposta inicia com uma carta-disparo elaborada pelo Coletivo Caratapa, com vivências e questões acerca dos processos criativos em tempos de pandemia e isolamento social, pensando adequações e apropriações do fazer artístico nesta época. 

 

A carta foi enviada para a primeira artista e assim sucessivamente os trabalhos e a carta foi sendo enviada para as artistas seguintes, cada uma ou coletivo teria cinco dias para responder o trabalho-correspondência. As artistas foram escolhidas em comum diálogo pela produção do projeto e coletivo Caratapa, que dispara o circuito de “correspondências artísticas” entre estas mulheres. A primeira artista recebe a carta-disparo e tem a possibilidade de responder em qualquer suporte (vídeo, texto, bordado, música, fotografia, performance e etc.). Após os dias de produção, a resposta foi direcionada para a segunda artista, e assim as correspondências seguem seu fluxo da troca. A segunda mulher enviará sua resposta para a terceira artista, e o circuito se desenrolará até a sexta artista. A ideia é que as respostas aconteçam sempre em uma linguagem diferente do trabalho anterior, para que se possa explorar diversas variáveis que o diálogo entre falas, trabalhos e métodos distintos pode ocasionar. 

 

A última artista enviará sua correspondência para o Coletivo Caratapa, que disparou a carta inicial. Para fechar o circuito, o coletivo Caratapa produzirá mais uma camada de material para compor a correspondência coletiva e assim seguir para ocupar a sala virtual da exposição. O destinatário final da obra coletiva é o público em geral, que receberá uma exposição virtual com todas as 8 (oito) obras.